





























Create Your OwnMeus queridos amigos do Roda de Prata! Depois de um largo período de ausência, voltei com muita saudade deste meu cantinho e dos meus amigos queridos que sempre se lembraram de mim, e que me vieram visitar. Peço a todos desculpa pela minha ausência... mas ela foi necessária ao período de minha vida por que passava. Claro que tudo estava a correr bem na minha vida, de um ponto de vista normal... mas eu sentia na verdade falta de algo... algo por que sempre procurei e ansiei. Nunca escondi de ninguém o desejo que senti em busca da minha espiritualidade. E este ano de 2009, como eu havia intuído... foi de facto um virar na minha história, um novo capítulo em que finalmente me encontrei. Dizem que o Mestre aparece quando o aluno está pronto, e foi assim que aconteceu comigo! Conheci as pessoas certas na altura certa. Uma palestra aqui, um workshop ali... e mal dei por mim estava a fazer a minha iniciação ao Reiki Estelar... a aprender valiosas técnicas de meditação... e em breve tirarei o curso de Cura Quântica! E agora, quando olho para trás já não imagino a minha vida sem os meus longos períodos de meditação em que finalmente encontrei a minha cura e a minha paz interior. Numa dessas preciosas meditações encontrei Iemanjá... e foi quando decidi voltar ao meu Roda de Prata e partilhar tudo com voçês! Espero que gostem desta matéria sobre a deusa do mar... e espero que voltem a me visitar! Beijos na Luz... Paz no vosso Coração! MITOLOGIA LENDA (Arthur Ramos) Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã. Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua. Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos). Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias. A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua (fundaram o Aiê, o "mundo em forma"), surgiu uma poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de Iemanjá. Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho de Nanã, mas foi criado por Iemanjá. Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá. Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam. Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante..., mas sempre cheia de amor para ofertar. A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que "é dando que se recebe". COMO É IEMANJÁ? Iemanjá apresenta-se logo com um tipo inconfundível de beleza. No seu reinado, o fascínio de sua beleza é tão grande como o seu poder. Ora é de um encanto infinito, de longos cabelos negros, de faces delicadas, olhos, nariz e boca jamais vistos, toda ela graça e beleza de mulher. Outras vezes, Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo. Como um orixá marítimo, ela é a mais prestigiosa entidade feminina dos candomblés da Bahia, recebe rituais de oferendas e grandes festas lhe são dedicadas, indo embarcações até o alto-mar para lhe atirar mimos e presentes. Protetoras das viagens e dos marinheiros, obteve o processo sincrético, passando a ser a Afrodite brasileira, padroeira dos amores, dispondo sobre uniões, casamentos e soluções amorosas. Quem vive no mar ou depende de amores é devoto de Iemanjá. Convergem para ela orações e súplicas no estilo e ritmos católicos. Mas o que importa seus nomes, suas formas e aparência, se nada modifica a força de seu império, senão altera a grandeza do seu reinado? Queixas são contadas a Iemanjá, esperanças dela provêm, planos e projetos de amor, de negócios, de vingança, podem ser executados caso ela venha a dar seu assentimento.
Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia, mas maior ainda, foi o caminho percorrido pelo mito da divindade das águas. Das Sereias do Mediterrâneo, que tentaram seduzir Ulisses, às Mouras portuguesas, à Mãe D'água dos iorubanos, ao nosso primitivo Igpupiara, às Iaras, ao Boto, até Iemanjá. E, neste longo caminhar, a própria personalidade desta Deusa, ligada anteriormente à morte, apresenta-se agora como protetora dos pescadores e garantidora de boa pesca, sempre evoluindo para transformar-se na deusa propiciadora de bom Ano Novo para os brasileiros e para todos que nesta terra de Sol e Mar habitam.
DEUSA LUNAR DA MUDANÇA A Deusa Iemanjá rege a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada diretamente ao elemento água. É Iemanjá que preside todos os rituais do nascimento e à volta as origens, que é a morte. Está ainda ligada ao movimento que caracteriza as mudanças, à expansão e o desenvolvimento. É ela, como a Deusa Ártemis o arquétipo responsável pela identificação que as mulheres experimentam de si mesmas e que as definem individualmente. Iemanjá quando dança, corta o ar com uma espada na mão. Esse corte é um ato psíquico que conduz a individualização, pois Iemanjá separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade. Sua espada, portanto, é um símbolo de poder cortante que permite a discriminação ordenativa, mas que também pode levar ao seu abraço de sereia, à regressão e à morte. Em sua dança, Iemanjá coloca a mão na cabeça, um ato indicativo de sua individualidade e por isso, é chamada de"Yá Ori", ou "Mãe de Cabeça". Depois ela toca a nuca com a mão esquerda e a testa com a mão direita. A nuca é símbolo do passado dos homens, ao inconsciente de onde todos nós viemos. Já a testa, está ligada ao futuro, ao consciente e a individualidade. A dança de Iemanjá pode ser percebida como uma representação mítica da origem da humanidade, do seu passado, do seu futuro e sua individualização consciente. É essa união antagônica que nos dá o direito de vivermos o "aqui" e o "agora", pois sem "passado", não temos o "presente" e sem a continuidade do presente, não teremos "futuro". Sugere ainda, que a totalidade está na união dos opostos do consciente com o inconsciente e dos aspectos masculinos com os femininos. Como Deusa Lunar, Iemanjá tem como principal característica a "mudança". Ela nos ensina, que para toda a mulher, o caráter cíclico da vida é a coisa mais natural, embora seja incompreendido pelo sexo masculino. Obrigada a todos pelo vosso carinho, presença e amizade! Namasté! | ![]() Queridos Amigos do Roda de Prata... a todos desejo um 2009 soberbo, e que todos os vossos desejos se possam tornar realidade neste novo ano, cheio de esperança. Agradeço a todos a vossa amizade! Agradeço as visitas e todos os comentários deixados! Este mês espero conseguir regularizar as visitas nos vossos cantinhos, pois minha vida profissional não me tem dado descanso... E não foi por me ter esquecido de voçês, aliás.... Nunca me esqueço, porque sem dúvida fiz muitas amizades este ano... neste mundo virtual rsrsss. Agora vos deixo uma linda lenda encontrada nas minhas longas pesquisas na net... Quem já me conhece, sabe que sou vidrada em Sereias... e para quem ainda não me conheçe... convido então a entrar e se deixar seduzir pelo mistério que os oceanos encerram... Espero que gostem e se deixem embalar... Beijos de Luz e Bom Fim de Semana!!! A Sereia de Zennor A vila de Zennor fica na Cornualha. Em tempos passados, o mar era a principal fonte de renda dessa cidade. As horas eram contadas pelo fluxo da maré. Muitos pescadores acabavam perdidos em tempestades no mar. Quando a pesca era farta, eles iam agradecer na igreja local. Eles rezavam para ter sorte no dia seguinte também. Entre eles, havia um rapaz chamado Mathew Trewella. Ele era muito belo e tinha uma voz doce e melodiosa. Uma noite, muito cedo ainda, quando todos os barcos de pesca estavam ancorados, as famílias estavam na igreja e as aves em seus ninhos, e até mesmo as próprias ondas repousavam calmamente nas praias, alguma coisa apareceu calmamente à luz do crepúsculo. Das ondas surgiu um som, e abaixo delas, apareceu uma criatura, que subiu numa pedra, na enseada de Zennor. Ela parecia ser uma bela moça mas no lugar de pernas tinha uma longa cauda prateada. Era uma sereia, uma das filhas de Llyr, rei do oceano, e seu nome era Morveren. Morveren sentou-se sobre a rocha e debruçou-se na água calma e, em seguida, tirou todos os pequenos caranguejos e conchas de seus longos cabelos. Enquanto ela penteava os cabelos, ouvia o murmúrio das ondas e do vento e carregadas pelo vento vinha a canção de Mathew. “Que canção é esta que a brisa está trazendo?” perguntou Morveren. Mas quando o ventou morreu a canção desapareceu. Então Morveren deslizou de volta para o mar, porque já era noite.Na outra noite ela veio novamente, mas desta vez ela nadou mais próxima à costa para melhor ouvir. E mais uma vez a ela ouviu a voz da Mathew trazida para o mar. “Que pássaro canta tão docemente?” perguntou. Mas as trevas haviam chegado, e os seus olhos viam apenas sombras. No dia seguinte Morveren chegou mesmo mais cedo, e foi mais ousada. Ela lançou-se diretamente até aos barcos de pescadores. E quando ela ouviu a voz do Mathew, ela chamou: “Que maestro é esse que conduz essa música?” Não houve qualquer resposta, salvo o barulho das ondas sobre os recifes. Morveren decidiu saber mais sobre aquela canção. Ela tentou se aproximar e pôde ver a igreja e ouvir a música a partir das sua portas abertas. Mas toda a vez que a maré baixava ela tinha que voltar, senão ela ficaria encalhada. Ela decidiu mergulhar sob as ondas, até a caverna escura onde ela vivia com seu pai, o rei. E aí ela falou com Llyr o que ela tinha ouvido. Llyr era tão velho que parecia ser esculpido no rochedo, seus cabelos emaranhados eram verdes como algas. Ao ouvir as palavras dela, ele balançou a cabeça. “Ouvir é suficiente, minha criança. Ver seria demasiado.” “Eu preciso ir, papai”, ela implorou, “esta música é mágica”. “O quê?!”, Ele respondeu: “A música é feita pelos humanos. Nós do povo do mar não caminhamos sobre a terra dos homens.” Uma lágrima, maior do que uma pérola, caiu dos olhos de Morveren. “Então, certamente eu morrerei”. Llyr suspirou, e seu suspiro estrondava como ondas gigantes sobre as rochas; uma sereia chorando era uma coisa rara e isso incomodou o velho rei do mar. “Vai então”, disse ele, finalmente, “mas vai com cuidado. Cobre a tua cauda com um vestido, como fazem as humanas . Vai calmamente, com a certeza que ninguém te verá. Retorna com a maré alta, ou nunca mais conseguirás voltar para nós.” “Vou tomar cuidado, pai!” - chorou Morveren, animada. Llyr deu-lhe um lindo vestido com pérolas, jades, corais do mar e outras jóias oceânicas. Cobriu sua cauda e seu cabelo brilhante com uma rede, e foi disfarçada para a igreja.Mas escamas e caudas de peixes não sãoforam feitas para andar a pé, e era difícil para Morveren ir até a igreja. Mas ela foi ... arrastando-se! Era o último hino, as pessoas estavam olhando para baixo ou para o coro e ninguém a viu. Mas ela viu-os e também viu Mathew. Ele era lindo com um anjo e cantava como uma harpa celestial. Então, nas outras noites, ela ia até lá e fugia antes da última nota do hino, enquanto a maré ainda estava alta. Isso durante o período de um ano e cada vez mais a voz de Mathew crescia no coração dela. Mathew cresceu e sua voz ficou mais profunda e mais forte (embora Morveren permanecesse a mesma, porque assim era o jeito das sereias). Um dia ela permaneceu mais que o habitual. Ouviu Mathew cantar um versículo, e depois outro, e começar um terceiro. Cada refrão foi mais adorável que o primeiro e ela suspirou. Foi apenas um pequeno suspiro, mais suave do que um murmúrio, mas foi o suficiente para Mathew ouvir, e ele olhou para trás e viu os olhos da sereia, Morveren brilhando. E a rede de sua cabeça escapou deixando ver seus cabelos brilhantes. Ele parou de cantar. Foi silenciado pelo olhar dela - e pelo seu amor por ela. Pois estas coisas acontecem. Morveren ficou assustada Mathew tinha-a visto , e seu pai tinha avisado que ninguém deveria olhar para ela. Além disso, a igreja estava quente e seca, e o povo do mar deve estar em lugares frios e úmidos. Morveren sentiu-se encurralada, e correu. “Pára!” implorou Mathew. “Espera!” E ele correu para a gôndola da igreja e pela porta afora. Então todo o povo virou, livros de hino caindo pelo chão. Morveren enrolou-se no seu vestido e teria caído se Mathew não tivesse a segurado. “Fica!” ele implorou. “Quem quer que sejas, não vás!” Lágrimas, lágrimas reais como o mar, salgadas como ela própria, escorriam pelas bochechas de Morveren. “Eu não posso ficar. Eu sou uma criatura do mar, e tenho de voltar onde eu pertenço.” Mathew encarou-a e viu a ponta de sua cauda aparecendo por baixo do vestido. Mas isso não lhe importava . “Então vou contigo! Porque eu pertenço aonde tu estiveres!” Ele levantou Morveren, e segurou-a contra o peito. E correu com ela até o oceano. As pessoas da igreja vendo isso gritaram para ele parar.“Não! Não, Mathew!” chorou a mãe do garoto. Mas Mathew foi enfeitiçado pelo amor da sereia, e correu com ela o mais rápido que pôde em direção ao mar. Em seguida, os pescadores de Zennor o perseguiram, até mesmo a mãe de Mathew. Mas Mathew foi rápido e forte e se distanciou. Morveren foi rápida e inteligente. Ela arrancou as pérolas e os corais de seu vestido e jogou-os no caminho. Os pescadores foram gananciosos e pararam para pega-las. Apenas a mãe de Mateus continuou correndo. A maré estava baixando. Grandes rochas apareciam da água escura. Já era muito raso para Morveren nadar, mas Mathew mergulhou. Rapidamente a mãe dele tentou segura-lo. O mar subiu até altura da cintura de Mathew, e depois, seus ombros. Em seguida, as águas se fecharam sobre Morveren e Mathew, e sua mãe ficou com apenas um pedaço de fio em sua mão, como uma linha de pesca e mais nada. Nunca mais ninguém viu Mathew e Morveren. Eles passaram a viver na terra de Llyr, construindo castelos na areia dourada muito abaixo das águas de um mundo azul-verde. Mas o povo de Zennor ouvia Mathew. Para ela, ele cantava dia e noite, canções de amor e canções de ninar. Mathew aprendeu canções do mar também. Sua voz ficava macia e alta se o dia fosse bom, profunda e baixa se Llyr fosse fazer as águas se revoltarem. Com suas músicas, os pescadores de Zennor sabiam quando era seguro ir para o mar, e quando era sensato ficar em casa. Ainda há alguns que continuam a encontrar significados nas vozes das ondas e compreender os sussurros dos ventos. Estes são os que dizem que Mathew canta ainda, para aqueles que saibam ouvir. Fonte: desconhecido | ![]() Há 20 anos – Neptuno na Horta
2006-02-15 16:05:04
No dia 15 de Fevereiro de 1986, entre as 12 e as 16 horas, aconteceu a maior tempestade do século passado no Arquipélago dos Açores, quando o vento atingiu velocidades de cerca de 250 Kms por hora.
José Henrique Azevedo, dono do Peter Café Sport, localizado na cidade de Horta, na Ilha do Faial, fez fotografias durante e após a tempestade. As ondas atingiram alturas entre 15 e 20 metros e quando arrebentavam nos rochedos a água atingia até 60 metros.
Dois anos depois, querendo comprovar o acontecimento para alguns frequentadores do seu estabelecimento, José Henrique resolveu revelar duas das fotografias. Descobriu então que, no momento em que tinha tirado uma delas, havia se formado na arrebentação uma figura humana (cabelo, olhos, nariz, boca e barba), dando-lhe o nome de “Neptuno na Horta“.
Um pouco de Mitologia
O Deus dos oceanos, o deus romano dos mares e das águas, era filho de Saturno e de Rhea, e marido de Salecia. No tempo de Homero, dizia-se que era irmão de Jupiter, de cuja influencia tentou em vão libertar-se. Na sua qualidade de deus das águas, dos mares, rios e lagos, ia tomando várias formas, segundo as populações que o veneravam.
Homero apresenta Neptuno na Ilíada, habitando um magnifico castelo nas profundezas do mar (Atlântida???). A maioria dos poetas helénicos descrevem-no conduzindo um carro puxado por cavalos de crinas flutuantes, que representavam as vagas espumantes do mar. Os seus servos eram os Delfins, ou seja, os golfinhos.
Na Odisseia, foi Neptuno que desencadeou os ventos e agitou as ondas para perder Ulisses. Era ele que sustinha as ilhas á superfície das águas, tal como Atlas sustinha o Céu nas suas mãos…
Pois é, Amigos do Roda de Prata… achei tão interessante esta foto, que eu tinha guardada há tanto tempo, e como meu mundo de fantasia é habitado por seres fantásticos, como fadas e sereias, porque não trazer um tritão… eheheh!
E sendo esta a mais terrível tempestade nos Açores (que muitos estudiosos afirmam ser o que resta da Atlântida), me pergunto se Neptuno, não teria saído do seu palácio no fundo do mar para cumprir a missão de segurar as ilhas para que não se afundassem nas ondas?
Desejo a todos um Bom Fim-de-semana!
Beijos de Luz… | ![]() Está chegando o Halloween!!! Olá a todos! Como está a chegar o Halloween, decidi festejar convosco e postar um texto com algumas curiosidades sobre esse dia, que sempre foi celebrado pelo povo pagão como Samhain... e há muito, muito tempo atrás. Espero que gostem!
Sobre o Halloween! A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e marcava o fim do verão (Samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta). A celebração do Halloween tem duas origens que no decurso da História foram se misturando: Origem Cristã Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de Maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1º de Novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de Outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallows Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra actual “Halloween”. Origem Pagã A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objectivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de Novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que actuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo. Para nós, Pagãos, é a festa na qual honramos nossos ancestrais e aqueles que já tenham partido para o País de Verão. Essa é a noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e o contacto com nossos ancestrais torna-se mais fácil. É também o momento tradicional para celebrar a última das colheitas e se preparar para o Verão.O poder da magia pode ser sentido no ar, nessa noite. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Os espíritos daqueles que já partiram para o outro plano são mais acessíveis durante a noite de Samhain.Samhain ocorre no pico do Outono. É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita, o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados e preservavam sua carne para o Inverno, pois esses animais não podiam sobreviver em grande escala nesse período do ano devido ao frio vindouro. Só uma pequena parte, os mais viris e fortes, era mantida para o ano seguinte.Samhain é a noite em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britãnia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule, para representar o Ano-Novo. Para os Antigos Celtas, esse dia sagrado dividido o ano em duas estações, Inverno e Verão. Samhain era o dia no qual começavam o Ano-Novo celta e o Inverno, por isso era um tempo ideal para términos e começos.É o dia ideal para honrar os mortos, pois nele os véus que separam os mundos estão mais finos. Aqueles que morreram no ano passado e aqueles que estão reencarnando passam através dos véus e portais nesse dia. Os Portões das Sidhe estão abertos e nem humanos nem fadas precisam de senhas para entrar e sair.Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão).Samhain é o tempo de lembrarmos com amor aqueles que partiram para o outro lado, por isso é chamado de a Festa Ancestral. Toda a família, ou grupo, se reúne para reverenciar os que já partiram. É muito comum nesse Sabbat se realizar uma ceia em silêncio, conectando-se com aqueles que já cruzaram os portais dos mundos. É tradicional também deixar um lugar à mesa para os ancestrais e lhes servir pratos como se eles estivessem presentes à ceia.Para aqueles que não têm família para festejar e celebrar seus ancestrais, alimentos geralmente são deixados do lado de fora de casa, na porta de entrada, em homenagem aos familiares e amigos desencarnados.É também tradicional deixar uma vela acesa na janela da casa para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo para que possam encontrar o caminho de volta.De acordo com os antigos celtas, havia apenas duas divisões do ano que iam de Beltane a Samhain (Verão) e de Samhain a Beltane (Inverno).Samhain é um dos quatro grandes Sabbats e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat.Por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os Pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas divinatórias foram associadas a Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril de água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a casar no próximo ano.Na Escócia, colocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as "descansar" durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.Sem sombra de dúvida a prática mais famosa do Samhain é o Jack O'Lantern (máscaras de abóboras), que sobrevive até hoje nas modernas celebrações do Halloween. Vários historiadores atribuem suas origens aos escoceses, enquanto outros lhe conferem origem irlandesa. As máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain. As sombras provocadas pela face esculpida na abóbora tinham a virtude de afastar os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. Máscaras de abóboras também eram colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo Trick or treating (doce ou travessura), nas noites de Halloween, é de origem céltica. Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelos seus habitantes. O Treat (presente) também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.O Deus neste período é identificado com os animais que eram sacrificados para continuidade da vida.Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.
Correspondência de Samhain
Cores: preto e laranja Nomes Alternativos: Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve. Deuses: Deuses Anciãos, a Deusa na sua face da Anciã, o Deus como o Senhor das Sombras. Ervas: noz-moscada, salva, menta, mirra, pachuli, artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora. Pedras: obsidiana, floco de neve, ónix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematite. Espero que tenham gostado do esclarecimento. Eu sou vidrada em todos estes pormenores históricos... e como tenho uma veia pagã... eheheh... a noite de Samhain, é para mim uma noite mágica. Por isso desejo a todos que tenham uma noite de Samhain calma e mágica. Convido também todos os meus amigos a visitarem o concurso da minha amiga Gui... aproveitem e façam suas inscrições, estes concursos são uma forma de colher novas amizades entre nós, habitantes invisiveis do mundo virtual...rsrsss. Eu já me inscrevi e fico á vossa espera!!! | ![]() Novo Lay!
Olá a todos! Pois é! Já há algum tempo que eu andava a estudar um novo lay... andava com vontade de conseguir fazer algo diferente e consegui de facto.
Esse é o meu novo lay, e é a primeira vez que estou satisfeita com o que fiz... por isso acho que vou mantê-lo por muito tempo!
Espero que gostem!
E entre tantas outras novidades, este mês eu sou destaque no cantinho da minha fadinha amiga Sária... fico até babada... pois é sempre um prazer! Obrigada pelo carinho amiga! Fiquei super feliz em ser destaque nos Olhos de Fadas... pois desde os meus primeiros tempos na net que admiro muito esse lugar virtual tão especial.
Queria também agradecer a todos os amigos que me visitam e deixar aqui o meu agradecimento para todos eles, obrigada pela amizade, pelo carinho e presença constante neste meu cantinho ao luar...rsrsss. E obrigado ás minhas amigas fadinhas da Sociedade das Fadas, por me terem acolhido na sua linda floresta e por fazerem parte também do meu mundo!
Até que enfim que consegui actualizar o meu cantinho. Fica dificil com todas as tarefas do dia a dia, mas nunca é esquecido! Mas sempre venho aqui ler todos os coments e assim que tenho um pouquinho de tempo passo sempre a visitar os amigos.
Deixo-vos agora com um texto especial que encontrei por aí na net, sobre os elementais da água. É sempre interessante saber como outras pessoas encaram os elementais, além de nós.
Eu cá, continuo a acredita que eles fazem parte de nós e estão a toda a nossa volta! Espero que gostem!
As Filhas da Água em todos os seus estados
Se os génios da água partilham todos as mesmas características essenciais, distinguem-se uns dos outros pelo habitat. As sereias vivem no mar, as ondinas frequentam as torrentes e as cascatas, enquanto as ninfas de água habitam nos lagos e nos pântanos. Cada estado próprio à água e às suas metamorfoses, dá um lugar a um tipo de espírito preciso. E como existe água em todo o lado, mesmo no ar e na terra, as donzelas da água existem em número infinito. Nos gregos da antiguidade, as ninfas, espíritos elementares da água compunham-se em ninfas celestes, as urânias; em ninfas terrestres, as epígeas; e em ninfas da água, as efidríades, também compostas por ninfas marinhas, as oceânides e as nereidas; ninfas dos rios, as naiádes; e ninfas dos lagos, as límnades. Existiam também ninfas dos vales, as napéias: ninfas das montanhas, as oreades; as ninfas das florestas, as dríades, as ninfas dos prados, as melíades; e as ninfas das grutas, as corícidas. Karl Grun explica esta espantosa variedade de ninfas do seguinte modo: “A ninfa, que significa mulher fecunda, é um espírito aquático de posição inferior. Existe água em todo o lado. O número de ninfas devia, por isso ser considerável, não só nos oceanos, rios, lagos, e fontes, mas também nos prados e nos bosques, onde o solo é húmido, onde sussurram os riachos, e nas montanhas que roçam as nuvens chega a haver água no ar, no estado de vapor e de nuvens. Sob o Sol e o Céu da Grécia, a imaginação do Homem apenas via por toda a parte, corpos graciosos e rostos amáveis. Esta maneira de conceber o mundo era certamente mais alegre do que a nossa. Tristes sábios de hoje, só encontra á nossa volta hidrogénio, azoto e carbono.” – Karl Grun, Les Espríts Elementaires, Vervies, 1891
| ![]() Caros Amigos do Roda de Prata! Esta noite o meu cantinho está de parabéns, porque completou seis mil visitas! E tudo graças a todas estas amizades que fiz ao longo deste ultimo ano! Ou seja, graças a voçês! Obrigado pela amizade, e presença constante! Obrigada pelo carinho... Obrigada a todos os amigos! Fiz este selinho especial para quem quiser levar... Mil beijos para todos e muitas bençãos para os vossos caminhos!
A Lenda de Lorelei
Lorelei, a pequena sereia do Reno, deu o seu nome a uma triste e bela lenda alemã. Tratava-se de uma mulher extraordinariamente bela, que vivia na cidade de Bacharach-sur-le-Rhin. O seu maior prazer era sentar-se num rochedo perto da margem, e pentear o seu longo cabelo louro, contemplando o seu reflexo na água e cantando uma canção cujo refrão dizia: - Lorelei, Lorelei, Lorelei! Lorelei era tão bela, que todos os homens se apaixonavam por ela. Todos sucumbiam aos seus encantos e ela não conseguia recusar os seus avanços. Era uma causa permanente de escândalos na pequena cidade, tanto mais que a maioria dos seus amantes, não suportando que ela não lhes desse o seu amor exclusivo, caíam em languidez, e às vezes suicidavam-se. Em breve, a Igreja soube do sucedido, e o Bispo persuadido que Lorelei era uma criatura do demónio, instrui-lhe um processo de feitiçaria. Interrogou-a longamente em tom severo, mas Lorelei respondeu-lhe com tal franqueza e inocência, que o austero Bispo, sentindo-se tocado no fundo do coração, deixou em liberdade a bela feiticeira. Esta todavia, pôs-se a chorar, dizendo: - Não posso continuar a viver assim! A minha beleza traz a desgraça a todos os homens. Quanto a mim, apenas amei um homem e foi o único que me abandonou. O Bispo cheio de pena, propôs a Lorelei que fosse para um convento, para se dedicar a Deus. Ela aceitou com o coração oprimido e pôs-se a caminho, acompanhada por três cavaleiros que lhe serviam de escolta. Chegados a uma falésia que dava para o Reno, ela disse-lhes: - Deixem-me contemplar, uma ultima vez, o Reno, para que possa lembrar-me dele na minha cela. Escalou o rochedo, e do cimo, viu um barco que vogava no Reno, então gritou: - Olhem este barco! O barqueiro é o homem que amo, o amor da minha vida! E em seguida, atirou-se ao Reno, sem que nenhum dos três cavaleiros a pudesse impedir. Desde esse dia, cada vez que um barqueiro do Reno, entra no porto, julga ver, Lorelei, transformada em sereia e a chorar, sentada nos rochedos, penteando os seus longos cabelos de ouro. E ouvem-se ao longe vozes, que dizem: - Lorelei! Lorelei! Lorelei! São as vozes dos impotentes cavaleiros, que assistiram á morte de Lorelei.
Lorelei
Não sei o que se passa comigo
Mas sinto o espírito triste.
Uma fábula antiga e ingénua
Embala-me desde a manha.
O ar está mais fresco, a tarde enevoa-se,
O Reno passa, pacificamente;
O cimo do rochedo acende-se
Com os raios do pôr-do-sol.
O seu pente brilha como uma estrela,
Canta baixinho para nós,
E na noite calma e sem véu,
Vibra o seu canto mágico e doce.
Os marinheiros na barca
Sentem uma dor violenta,
Não vêem a rocha que espreita
Apenas levantam os olhos.
Creio que a vaga acalmada
Engole barca e marinheiros
Foi o que fez a melodia,
Da Lorelei, rainha das ondas.
Henrich Hein | ![]() Boa Noite amigos!
Já não vinha actualizar o meu cantinho há algum tempo, mas a vida pessoal e o trabalho, por vezes tomam-nos o tempo todo e os dias passam-se sem eu sequer conseguir pesquisar um texto bonito ou uma imagem bonita para postar.
Queria agradecer a todos os amigos e visitantes pela amizade e pela presença constante...
E também ás minhas amigas fadinhas da Sociedade pela Amizade e pelo Carinho... e pela diversão!
Espero que gostem do post... é dos meus assuntos preferidos!
Abraços de Luz!
Curiosidades sobre os Elementais da Água!
As ondinas, (nome dado aos elementais da água) funcionam na essência invisível e espiritual chamada éter húmido (ou líquido). Em sua faixa vibratória ela está próxima ao elemento água, e assim, as ondinas podem controlar em grande parte o curso e função deste fluído na natureza. A beleza parece ser uma nota-chave dos espíritos da água. Onde quer que as encontremos representadas na arte e nas esculturas, elas são caracterizadas pela simetria e pela graça. Controlando o elemento água – que sempre foi um símbolo feminino -, é natural que os espíritos da água sejam com mais freqüência simbolizados como fêmeas. Existem muitos grupos de ondinas. Algumas habitam cataratas, onde podem ser vistas entre os vapores; outras têm o seu habitat nos pântanos, charcos e brejos,enquanto outras, ainda, vivem em claros lagos de montanha. Segundo os filósofos da Antiguidade, cada fonte tinha a sua ninfa, cada onda de mar a sua oceânida. Os espíritos da água eram conhecidos com nomes como oréiades, nerêiadas, limoníadas, náiades, fadas da água, sereias e potâmides. Freqüentemente as ninfas da água tinham nomes derivados dos rios, lagos e mares que habitavam. Ao descrevê-las, os antigos diziam que todas as ondinas se pareciam com seres humanos na forma e tamanho, embora aquelas que habitavam rios e fontes menores tivessem proporções correspondentemente menores. Acreditava-se que esses espíritos da água fossem ocasionalmente capazes de assumir a aparência de seres humanos normais e realmente associar-se com homens e mulheres. Existem muitas lendas sobre esses espíritos e sua adoção pelas famílias de pescadores, mas em quase todos os casos as ondinas ouviam o chamado das águas e voltavam ao reino de Neptuno, o rei dos mares.
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As Ondinas
Na praia tranqüila murmuram sonoras
As ondas do mar.
E, ao doce das águas murmúrio palreiro.
Na areia dormita gentil cavaleiro
À luz do luar. As belas ondinas emergem das grutas
De vivo coral,
Acorrem ligeiras, e apontam, sorrindo,
O moço que julgam deveras dormindo
No argênteo areal.
Vem esta, e perpassa do gorro nas plumas
As mãos de cetim.
E aquela, com gesto divino, gracioso,
Nos ares levanta do jovem formoso
O áureo telim.
Essoutra, que lavas, que fogo não vibram
Seus olhos de anil!
Debruça-se e arranca-lhe a rútila espada,
Nos copos brilhantes se apóia azougada.
Travessa e gentil.
Do moço em redor;
Suspira mansinho, de manso murmura:
"Pudesse eu em vida gozar a ventura
Do teu fino amor!"
A quinta rebeija-lhe as mãos, enlevada
Num sonho feliz,
E a sexta, com trêmula e doce esquivança,
Perfuma-lhe a boca, formosa criança!
Com beijos sutis
E o moço, fingindo que dorme tranqüilo,
Não quer acordar.
E deixa que o abracem as belas Ondinas,
E lânguido goza carícias divinas
À luz do luar...
- Gonçalves Crespo (1846-1883) | ![]() |
































